
Mesmo agora quando nossos poentes se acumulam, quando nossos destinos se torturam, no acaso ocaso das escolhas, as ternas folhas roçam a dura parede.
Nossa sede se esconde atrás do tronco da árvore e geme muda de modo a só nos ouvirmos.
Vai assim seguindo o desfile das tentativas de não, o pio de todas as asneiras, todas besteiras que se acumulam em vão ao pé da montanha para um dia partirem em revoada.
Ainda que nos anoiteça, tem manhã nessa invernada.
Violões, canções, invenções de alvorada...
Ninguém repara, nossa noite está acostumada.
Elisa Lucinda